SKOG: Óculos de qualidade a um preço justo

Falámos com os nossos amigos da Skog e quisemos saber mais sobre a sua história e os seus produtos. E a Filipa Silva (Creative Director) da Skog, aceitou o desafio!


O que estavam a fazer quando decidiram começar a produzir e a comercializar óculos diferentes, sustentáveis e cheios de estilo?

Por acaso estávamos a ver televisão, nomeadamente o programa «60 Minutos», que na altura passava uma reportagem sobre o monopólio da indústria da óptica, detido pela empresa Luxottica, que é dona de quase todas as grandes marcas que conhecemos, desde a Rayban à Prada. Ficámos boquiabertos por saber que essas marcas são todas fabricadas no mesmo lugar, pelas mesmas pessoas, e depois vendidas em canais de distribuição detidos pela mesma empresa, com margens de lucro exorbitantes.

Começamos a estudar o mercado e percebemos que a alternativa a essas marcas eram marcas baratas, mas de fraca qualidade, quer nos materiais quer nas lentes. Havia portanto uma grande lacuna entre as duas opções, uma oportunidade de criar algo único: uma marca com óculos de qualidade, mas a um preço justo.

A opção de escolher materiais sustentáveis teve a ver com as nossas convicções pessoais de que é possível criar produtos bons e acessíveis, com um impacto ambiental mais reduzido. É possível criar um negócio com responsabilidade social e ambiental, compensando o planeta de alguma forma. Também por isso optámos por fazer uma parceria com a organização internacional Trees For the Future, plantando uma árvore por cada par de óculos vendido.


Qual é o “ingrediente secreto” que vos distingue dos concorrentes?

O nosso espírito rebelde. Rebelde no sentido de acreditar que é possível fazer negócios de forma diferente. Não vale tudo para ter lucro. Não vale seguramente o preço que estamos todos a pagar: um planeta cada vez mais destruído e uma sociedade cada vez mais injusta.



O que é que sentem quando vão a andar na rua e veem alguém com uns óculos SKOG?

Um enorme orgulho. Temos vontade de abraçar essas pessoas, perguntar como é que conheceram a SKOG, o que acham dos óculos, como poderemos melhorar. Os nossos clientes são como amigos, que gostamos de ouvir e com quem gostamos de partilhar histórias.


Já estão no mercado há algum tempo e já devem ter passado por algumas situações caricatas. Podem partilhar alguma história/episódio desses?

Uma vez fomos abordados na rua por um vendedor ambulante de óculos de sol. Mostrou-nos vários pares de marcas conhecidas, que garantia serem verdadeiros, a um preço fantástico: cerca de 50 euros. Nós dissemos que tínhamos uma marca de óculos, que não estávamos interessados, e até lhe pusemos um par de SKOGs nas mãos para experimentar. Ele ficou fascinado com as lentes e quando lhe dissemos que custavam o mesmo que os óculos que nos estava a tentar vender, pediu-nos para não dizermos a ninguém.



Quais são os vossos planos para a Skog nos próximos dois anos?

Queremos continuar a lançar modelos cada vez mais distintos, melhorar o modo de produção dos óculos de madeira para que sejam cada vez mais resistentes, fazer mais parcerias com artistas para a criação de edições limitadas e lançar o Clube SKOG.

Queremos também internacionalizar a marca. Já vendemos para mais de 30 países, da Austrália ao Canadá, mas queremos chegar cada vez mais longe.